16.7.10

Macrinus e Diadumenianus

Macrinus
(Marcvs Opellivs Macrinvs)
Imperador - 217 a 218 d.C.

Macrino


Nascido obscuramente, por volta de 166, em Cesaréia, na Muritânia, Marcus Opellius Macrinus foi agente financeiro do poderoso prefeito pretoriano Caius Fulvius Plautianus e, mais tarde, sob Caracalla, foi prefeito pretoriano. Depois de arquitectar a morte de Caracalla, tornou-se seu substituto e indicou seu filho, Marcvs Opellivs Macrinvs Diadumenianus, para o cargo de caesar (217). Suas nomeações ilícitas provocaram hostilidade do Senado e após uma campanha desastrosa contra os partos, as tropas rebelaram-se e proclamaram imperador Elagabalus (203-222). Macrinus foi derrotado e capturado e, em função da sua incompetência militar e administrativa, foi executado, assim como seu filho Diadumenianus, pelas tropas rebeldes.

Diadumenianus
(Marcvs Opellivs Antoninvs Diadvmenianvs)
Filho de Macrinus - 218 d.C. (co-imperador com seu pai)

Diadúmeno


Marcus Opellius Diadumenianus era filho do imperador Macrinus. Nasceu em 208 d.C. Seu pai, ao ser aclamado imperador, nomeou-o caesar em 217 d.C. tendo adoptado o nome Antoninus, indicando a sua vinculação com a dinastia de Caracalla e mais tarde, augustus; mas a incompetência militar e administrativa de Macrinus teve como conseqüência o assassinato dos dois em 218 d.C. por tropas rebeldes, fiéis à memória de Caracalla.

12.5.10

Geta

GETA
(Pvblivs Lvcivs Septimivs Geta)
Augustus - 209 a 212 d.C.

Geta


Geta era o filho mais novo do imperador Septimo Severo. Nasceu em 189 d.C. e foi proclamado César em 198, quando seu irmão mais velho, Caracalla, se tornou augusto.
Os dois irmãos levaram uma vida dissoluta provocando escândalos frequentes. Certo é que a rivalidade entre os dois irmãos cresceu de tal forma que chegou a transformar-se num ódio profundo. Geta, durante as campanhas de 208 a 211, no norte da Bretanha, administrou as regiões do sul. Tornou-se augusto no ano 209.

Após a morte de seu pai, em 211 d.C., Geta e Caracalla voltaram para Roma mas o ódio continuava latente e assim o palácio teve que ser dividido em dois. Os dois irmãos governavam em conjunto, mas Caracalla não suportava nenhum rival e, em Dezembro de 211, sob o pretexto de uma reconciliação, esfaqueou o irmão até à morte nos braços da mãe Júlia Domma (que se suicidou em 217, após a morte de Caracalla). Não bastando isso Caracalla tentou apagar completamente a figura do irmão, anulando tudo o que o fizesse recordar como a face dos retratos e apagando o seu nome das inscrições. Não o conseguiu na totalidade, como se pode comprovar pelo busto acima e pelo denário cunhado em 202/209 em Roma.

5.2.10

As mulas de Marius



Em marcha, o legionário carregava seu equipamento individual, o que incluía rações para um período de 3 (o mais comum) até 15 ou 20 dias. Em campanha, cada soldado não transportava apenas a sua armadura e as armas, também carregava ferramentas (serra, picareta, pá e foice), uma cesta, um balde, roupas extras, utensílios de cozinha, panela e copo. De acordo com a quantidade de rações, o peso carregado oscilava entre 15 e 35 quilos. A trouxa (sarcinae) era colocada na ponta de uma vara com forquilha que levava ao ombro.



Assim equipados, os soldados estavam menos dependentes dos comboios de bagagem dando grande mobilidade nas suas deslocações, podendo percorrer longas distâncias no mais curto espaço de tempo. As mulas carregavam os materiais necessários para fortificarem as posições quando se erguia um forte ou acampamento. Levando a sua carga, o soldado estava em regime de marcha pesada, (impeditus). Sem ela, o regime era de marcha ligeira, (expeditus). Sob chuva pesada, os escudos eram levados no alto da cabeça do legionário. Antes da batalha, os embrulhos eram arrumados juntos, sob guarda.

Em tempos de paz ou durante o inverno, instrução constante era levada a cabo, tanto a disciplina de marcha quanto o treinamento com armas. Manobras eram uma parte regular do treinamento e três vezes por mês uma marcha de 16 a 30 km (as legiões de Julius Cesar percorriam em marcha forçada diariamente 50km, tendo este dito que as guerras se ganhavam com os pés), carregados com tudo o que era necessário para a sua sobrevivência. Os homens eram constantemente endurecidos pelo uso da pá, picareta e enxada, em tarefas constantes de construção e engenharia. Sob o Império, as tropas eram usadas na execução de obras públicas: canais, estradas, pontes, anfiteatros e etc.

Sobre o consulado de Marius foi introduzido o estandarte da Águia, que era defendido pelos seus soldados dando a sua própria vida para que o símbolo não caísse em mãos inimigas.

13.1.10

Caracalla

CARACALLA
(Marcvs Avrelivs - Septimivs Bassianvs - Antoninvs)
Imperador - 211 a 217 d.C.

Caracalla


Imperador romano (188-217) nascido em Lugdunum (actual Lyon) assassinado na Mesopotâmia, quando se dirigia com as suas tropas para oferecer culto no templo de um deus lunar de Carras. Foi apunhalado pelas costas na beira de uma estrada quando desceu da sua montaria para urinar pelo seu prefeito pretoriano Macrino. Governou primeiro com Septímio Severo, seu pai (198-211), e depois sozinho.



O apelido de "Caracalla", pelo qual é conhecido, veio do nome do manto gaulês com capuz que usava frequentemente.

Caracalla foi um dos mais cruéis tiranos da história do Império Romano. Ele e o seu irmão mais novo Geta (que matou, após uma conspiração, nos braços de sua mãe), acompanhavam o pai nas campanhas da Bretanha de 208 a 211. A instabilidade mental de Caracalla começava a preocupar e, em certa ocasião, teria quase esfaqueado o pai pelas costas em frente de todo o exército. Severo teria reagido convidando-o ironicamente a matá-lo "já que estás no auge das tuas forças e eu sou um velho".

Mãe de Caracalla


Completou a unificação do império. O seu nome ficou ligado ao Constitutio Antoniniana (também conhecida como Édito de Caracalla ou Édito de 212), que concedia a todos os homens livres do império o título e direitos de cidadania. Inaugurou umas notáveis termas, que ainda hoje podem ser visitadas na cidade de Roma.

Termas de Caracalla


Termas romanas iniciadas por Septímio Severo e inauguradas por seu filho Caracalla, em 216 d.C. Embora hoje estejam relativamente afastadas, originalmente encontravam-se num ponto muito urbanizado de Roma, entre o Célio e o Aventino.

As termas eram públicas e gratuitas, funcionando com o mecenato dos patrícios ricos. Apesar de se encontrarem em ruínas, estas são as únicas no mundo que demonstram verdadeiramente como seriam umas termas romanas, que parecem seguir sempre o mesmo plano, com mais ou menos monumentalidade: uma sala central, com frigidarium de um lado (banhos de água fria), e do outro o tepidarium e o caldarium (tratamentos de massagem e vapor). Outra das suas salas, o laconicum, era para convívio e leitura, albergando em alguns casos uma biblioteca.

A sua função era terapêutica mas também lúdica, pelo que podiam incluir áreas para lojas, livrarias, teatros. Na parte de trás do edifício situava-se o estádio, para a prática de exercícios físicos. Os tectos das termas de Caracala eram abobadados de forma impensável para uma estrutura sem esqueleto de ferro, como nos nossos dias. Era também ricamente decorada com pinturas e mosaicos.

20.12.09

Boas Festas


Para os amigos e visitantes deste e dos outros meus blogues,
Boas Festas e Feliz Ano 2010!


O meu agradecimento ao Jorge P. G. do blogue O Sino da Aldeia pela "contrução" da imagem do Marius - O Romano

11.12.09

Claudius Galenus

Clavdivs Galenvs
(129 d.C.- 216 d.C.)

Cláudio Galeno

Galeno foi o mais famoso médico do Império Romano. Nasceu em 129, em Pérgamo. Estudou gramática, retórica, lógica e filosofia até aos 16 anos quando se interessou por Medicina.

Foi então para Alexandria, cidade que continha toda a sabedoria do Mundo antigo e só voltaria para a terra natal em 157, quando se tornou médico de gladiadores.

A nova profissão de Galeno permitiu-lhe adquirir experiência no campo do tratamento cirúrgico de ferimentos graves, o que mais tarde viria a ser essencial para hoje considerarmos as suas obras pioneiras e avançadas para a época. Em 162 estabelece-se em Roma, mas voltaria a Pérgamo em 166, possivelmente para escapar à peste. Voltou no entanto em 169 e tornou-se médico de Marco Aurélio, Comodo e Sétimo Severo. Galeno defendia que se devia dissecar regularmente animais para retirar o máximo de informação possível.

Descobriu entre outras coisas que os rins secretam urina, os nervos saem do cérebro e as artérias contêm sangue e não ar como até então se pensava. A obra de Galeno é enorme, embora só tenham chegado a nós 83 tratados médicos e alguns textos. Chegou mesmo a escrever uma autobiografia intitulada Sobre os meus próprios livros. A influência de Galeno na Medicina foi de tal forma grande, que as suas teorias continuaram a ser aplicadas até ao século XVI. Morreu em 216.