18.11.15

Gallienus

PUBLIUS GALLIENUS
(Pvblivs Licinivs Egnativs Gallienvs)
Imperador – 253 a 268 d.C.

Galiano



Pensa-se que Gallienus terá nascido em 213. Em 253 o seu pai, Valeriano é aclamado Imperador pelas suas tropas em Raetia e imediatamente Gallienus é feito César. Um mês mais tarde, quando pai e filho já se encontravam em Roma, recebe no entanto o título de Augusto.

Ao contrário de muitos imperadores da época, Gallienus não era apenas um general; era inteligente, sofisticado e havia sido educado nos valores gregos, o que fez dele pouco popular entre os generais do Danúbio, que ele é incumbido de proteger em 254. Esta campanha durou 2 anos e provou as capacidades militares de Gallienus ao parar o avanço dos Germanos. Em 256 vai para o Reno, para lutar com os bárbaros numa campanha que durou 2 anos. Regressou de novo ao Danubio em 258, quando no ano seguinte recebe a notícia de que Jutos e Alemanos haviam atravessado o Reno e dirigiam-se para a Itália, onde um exército foi formado para os deter. Confrontados com resistência dos bárbaros regressam para o Norte, apenas para enfrentarem o exército de Gallienus, que os derrotou em Mediolanum (Milão) e na Primavera de 260 em Augsburgo, sendo os cativos romanos libertados e os bárbaros feitos prisioneiros. Uma grande vitória Romana, e que pusera os bárbaros ''em linha''.

No Outono de 260 chegaram novamente más noticias a Gallienus: o seu pai que lutava contra os Persas fora feito prisioneiro, e iria assim morrer em cativeiro. Se Gallienus já era impopular, esta notícia provocava agora rebeliões um pouco por todo o Império, com o Imperador a ir de um lado para o outro a esmagá-las. Postumus aproveita este momento de fraqueza para se proclamar ''Imperador da Gália'' em 261, um curto espaço de tempo da História Romana em que a Gália se separou de Roma (261-274). Os Godos entretanto invadem o Império em 268 pondo em risco, o reinado de Gallienus. Atenas é saqueada mas apesar de tudo o exército principal é derrotado em Naissus, com 50.000 bárbaros jazendo no solo. Gallienus não viria no entanto a poder gozar este momento de glória por muito tempo, pois em Setembro desse mesmo ano é assassinado pela elite militar do Danubio que nunca havia gostado dele.

Sucede-lhe Claudio II Gótico.

10.7.15

Marcus Aemilianus

MARCUS AEMILIANOS
(Marcvs Aemilivs Aemilianvs)
Imperador – Agosto de 253 a Outubro de 253 d.C.

Emiliano



Marco Emílio Emiliano, foi imperador romano por um breve período em 253. Originário da África (nasceu em Gerba-Tunísia), era governador da Mésia quando os godos chefiados pelo rei Cniva invadiram esta província devido à recusa de Emiliano em pagar os tributos que o imperador Treboniano Galo lhes prometera. Emiliano derrotou os godos e partiu para a contra-ofensiva, atravessando o Danúbio e invadindo o território inimigo num ataque-relâmpago.

Esta vitória inesperada restaurou o ânimo e a confiança das tropas, desmoralizadas após desastres sucessivos, e cheias de si resolvem proclamar seu comandante como imperador. Emiliano invade a Itália a fim de combater Treboniano Galo, mas este e seu filho Volusiano são assassinados por seus próprios soldados, temerosos das forças adversárias, antes da batalha decisiva.

Entrementes, Valeriano, governador das províncias do Reno superior, parte para a Itália com um poderoso exército a fim de prestar socorro a Treboniano, e com a notícia da morte deste, seus soldados o proclamam imperador. Cientes da superioridade das forças de Valeriano, os soldados de Emiliano resolvem assassiná-lo, num estranho paralelo com o destino de seu antecessor.

A administração conturbada do imperador Aemilian foi resumida por Eutrópio:

"Aemilianus veio de uma família extremamente insignificante, seu reinado foi ainda mais insignificante, e ele foi morto no terceiro mês."

12.6.15

Treboniano Galo

TREBONIANUS GALLUS
(Gaius Vibius Afinius Trebonianus Gallus)
Imperador - 251 a 253 d.C.

Treboniano Galo



Caio Vibius Treboniano Galo nasceu por volta do ano 206 dC, em Perugia (Itália). Casou-se com Afinia Gemina Baebiana e teve dois filhos, Caio Vibius Volusianus e uma filha Vibia Galla
Cônsul em 245 AD foi mais tarde nomeado governador do Alto e Baixo Moesia. Com as invasões góticas de 250 dC, Gallus tornou-se uma figura importante nas guerras góticas do imperador Décio.

Muitos culparam Gallus para a eventual derrota de Décio, alegando que ele havia traído o imperador trabalhando secretamente com os godos para ver Decius morto. Mas há pouco se pode ver hoje o que justificaria tais alegações.

Após a batalha desastrosa de Abrittus, Treboniano Galo foi proclamado imperador pelos seus soldados.

Seu primeiro ato como imperador, sem dúvida, ansioso para chegar a Roma e garantir o seu trono, foi fez uma paz muito cara com os godos. Os bárbaros não só foram autorizados a voltar para casa com todo o seu despojo, assim como com seus prisioneiros romanos. Gallus até concordou em pagar-lhes um subsídio anual para eles não atacarem novamente.

Após a morte de Hostilianus (filho de Décio), Volusianus foi elevado a co-Augustus.

O reinado de Gallus sofreu uma série de desastres, a pior foi a peste que devastou o império por mais de uma década. Uma das primeiras vítimas da doença tinha sido o jovem Hostilianus. A peste empobreceu a população e criou problemas no exército, justamente quando graves ameaças surgiram nas fronteiras. Gallus pouco podia fazer quando os persas, sob Sapor I (Shapur I), invadiram a Arménia, Mesopotâmia e Síria (dC 252) e os godos aterroziram as províncias do Danúbio e até mesmo invadir e devastar a costa norte da Ásia Menor (Turquia).

Gallus, ansiosos para encontrar um meio pelo qual a desviar a atenção destes perigos graves para o império, reviveu a perseguição dos cristãos. Papa Cornelius foi preso e morreu em cativeiro. Foram tomadas outras medidas, a fim de ganhar o favor do povo. Criou um esquema pelo qual até mesmo os muito pobres tinham direito a um enterro decente.

Mas, nesses tempos conturbados, era apenas uma questão de tempo para surgirem ameaças à tomada do poder. Em 253 d.C. Marco Emílio Aemilianus, governador da Baixa Moesia, lançou um ataque bem sucedido sobre os godos. Os seus soldados, vendo nele um homem que finalmente poderia alcançar a vitória sobre os bárbaros, elegeu-o imperador. Aemilian imediatamente marchou para o sul com seus exércitos e atravessaram as montanhas para a Itália.

Gallus e Volusianus foram tomadas de surpresa. Reuniram as poucas tropas que puderam, chamando Publius Licinius Valeriano no Reno para vir em seu auxílio com as legiões, e foram para o norte em direção a Emiliano que se aproximava.

Os dois exércitos se encontraram na Interamna Nahars (moderno Terni), no sul fim do ramo oriental da Flaminia, e Aemilian ganhou a batalha; Gallus e Volusianus fugiram para o norte com alguns seguidores, provavelmente como uma tática de atraso antes da chegada de reforços, mas pelo Fórum Flaminii (moderno San Giovanni Profiamma ), sobre o ramo ocidental da Flaminia, foram mortos por alguns de seus próprios guardas, que pensava que a sua traição poderia dar-lhes uma recompensa.

12.5.15

Trajanus Decius

TRAJANUS DECIUS
(Caivs Messivs Qvintvs Traianvs Decivs)
Imperador - 249 a 251 d.C.

Décio



Nascido na Ilíria, província do Danúbio, entre 190 e 201 d.C., Caius Messius Quintus Decius alcançou rapidamente um cargo senatorial. Foi casado com Herennia Etruscill, de quem teve dois filhos, Herennius Etruscus e Hostilianus.

Sendo governador, recebeu de Philippus I a incumbência de combater e abortar a rebelião no Danúbio pelo pretendente Pacatianus. Seu grande sucesso levou suas tropas a declará-lo imperador em Junho de 249 d.C.; Decius marcha para Itália a fim de derrubar Philippus I. Este, ao saber disso, vai ao seu encontro e é derrotado e morto numa batalha perto de Verona.

Decius era um homem que respeitava as antigas tradições romanas tendo adoptado o nome de Trajanus e quis devolver a Roma o seu antigo poder devolvendo a administração civil do Império ao Senado.

Para restabelecer a potência da religião romana clássica, em 249/250, ele iniciou uma severa perseguição aos Cristãos que só diminuiu de intensidade no fim de 250 por causa da guerra contra os godos. Obrigou os cidadãos do Império a ser titular de um documento onde se assinalava o facto de ter feito uma oferenda pública de um sacrifício aos deuses (Édito de 250 d.C.)

Herennius, filho mais velho de Decius, tornou-se augustus e foi para Mésia, lutar contra os godos que invadiram o norte do império em Junho de 251. Decius seguiu-o, e ambos morreram na desastrosa Batalha de Abrittus, em Junho de 251 d.C. Ao que parece, a derrota foi devida a uma traição de um dos seus principais oficiais, Trebonianus Gallus, que seria seu posterior sucessor.

20.11.14

Philippus II

PHILIPPUS II
(Marcvs Ivlivs Severvs Philippvs)
Imperador - 247 a 249 d.C.



Marcus Julius Severus Philippus era filho do imperador Philippus I e sua esposa Otacilia Severa. Tinha apenas sete anos quando seu pai se tornou imperador e deu-lhe o título de caesar. Em 247 d.C. foi elevado a augustus. Quando Philippus I foi morto na batalha de Verona durante a luta pelo poder mantida contra Trajanus Decius, Philippus II distribuiu gratificações para as tropas e dinheiro para os cidadãos de Roma para celebrar sua ascensão ao trono. Esta generosidade não impediu que a guarda pretoriana o matasse no Outono de 249.

Muitas das moedas de Philippus II se agraciam com bonitos retratos e primorosa arte no reverso, embora ele fosse só um caesar e um secundário imperador. As moedas cunhadas com o seu nome coincidem na legenda com as de seu pai, mas de fácil distinção devido ao retrato juvenil de Philippus II.

2.7.14

Philippus I (Arabicus)

PHILIPPUS I
(Marcvs Ivlivs Philippvs)
Imperador - 244 a 249 d.C.

Filipe, o árabe



Marcus Julius Philippus nasceu por volta de 204 d.C. em Idumea (Arábia), mas o início de sua vida é obscuro. De carácter muito ambicioso, tornou-se prefeito pretoriano após a morte de Timesiteus, e imperador depois do assassinato de Gordianus III, morto pelas tropas descontentes, devido às diversas sabotagens instigadas por si sobre o jovem predecessor no início de 244 d.C. Logo de seguida indicou seu filho, Philippus II, para o cargo de caesar, e, abandonando a campanha contra os persas, fazendo uma paz pouco honrosa com Shapur I, voltou rapidamente para Roma para consolidar o seu reinado.

Em 246, realizou campanhas no Danúbio com sucesso. Em 247, fez seu filho augustus, e em 248 promoveu os últimos Jogos Seculares (Ludes Saeculares), celebrando a fundação de Roma por Rómulo e Remo. Centenas de animais exóticos foram enviados desde as mais remotas partes do Império e mostrados na arena do circo.
Uma série de usurpações abalou sua confiança, e uma rebelião estalou entre as legiões acampadas no Danúbio. Trajanus Décius foi indicado para enfrentar a situação, tendo este tido tanto êxito que as legiões o declararam imperador em 249. Philippus I ao conhecer a situação partiu ao encontro de Décius para o aniquilar mas foi derrotado na batalha perto da cidade de Verona, tendo sido possivelmente assassinado pelas suas próprias tropas; após sua morte, a guarda pretoriana, em Roma, assassinou seu filho.

13.5.14

Gordianus III

GORDIANUS III
(Marcvs Antonivs Gordianvs Sempronianvs)
Imperador - 238 a 244 d.C.

Gordiano III


Nascido a 20 de dezembro de 224 d.C. em Roma, Marcus Antonius Gordianus Sempronianus, neto por linha materna de Gordianus I e sobrinho de Gordianus II, tornou-se caesar e depois imperador, com a idade de treze anos, após a morte de Maximinus I e os assassinatos de Balbinus e Pupienus pela guarda pretoriana, sendo elevado sobre um escudo para poder ser visto e vitoriado em jubileu pelo povo de Roma.

No princípio, o governo esteve a cargo de sua mãe, Maecia Faustina. De 238 a 241, ele e seus conselheiros seguiram a política de Gordianus I. Em 241, Timesiteus foi nomeado prefeito pretoriano, e Gordianus III casou-se com sua filha, Tranquilina, formando assim um triunvirato que corrigiu muitos dos problemas do sistema imperial, descontrolados desde os tempos de Severus Alexander.

Foi um período tranquilo durante os seis anos de governação, sendo de assinalar uma pequena rebelião em África no ano de 240 d.C. que foi rapidamente sufocada. Desde os tempos de Marcus Aurelius que não havia em Roma um período de tranquilidade e optimismo tão elevado.

Em 242, após uma invasão pelo rei persa Shapur I na Síria e Mesopotâmia, Gordianus III realizou uma campanha contra os persas com Timesiteus, mas, depois de uma série formidável de vitórias recuperando a cidade de Antioquia e a reconquista completa da Mesopotâmia, Timesiteus ficou doente, possivelmente envenenado, e morreu em 243. Seu sucessor M. Iulius Philippus, posteriormente imperador Philippus I, cobiçava o poder, e por isso Gordianus III foi assassinado por soldados no início de 244 d.C. em Circessium (Zaitha, perto de Eufrates).