8.10.09

Septimus Severus

DINASTIA DOS SEVERUS (ou SIRIUS)

(193 a 235 d.C.)


SEPTIMIUS SEVERUS
(Lvcivs Septimivs Severvs)
Imperador - 193 a 211 d.C.

Sétimo Severo


Imperador romano nascido em Leptis (África) em 146, não tendo portanto, verdadeiro amor às tradições romanas, governou entre 193 e 211 d.C., data da sua morte.

Com a morte de Cómodo, Pértinax era apontado como o novo Trajano, mas os exércitos provinciais, mormente o do Danúbio, impõem o seu chefe Sétimo Severo.

Alguns anos demorou Severo a vencer definitivamente os seus adversários directos, tendo tido de lutar contra os exércitos dos seus principais inimigos, Pessénio Níger e Clódio Albino, mas após a vitória não existia qualquer impedimento à sua vigência.

A sua personalidade era vingativa e até cruel, rodeado de um complexo círculo pessoal e familiar, onde pontifica a sua mulher, Júlia Domna, de origem síria.

Governou aconselhado pelo jurisconsulto Papiniano. Baseou o seu poder no exército que distinguiu com elevados favores.

Diz-se que no leito da morte proferiu as seguintes palavras a seus filhos: «Enriquecei o exército e deixai o resto».

Desarmou a Guarda Pretoriana e expulsou os seus membros de Roma. No entanto viu-se obrigado a reconstituir o corpo com homens recrutados nas províncias.

Perseguição e morte de um número vasto de grandes proprietários imperiais, de forma a apoderar-se das suas terras aráveis, num acto que enfraqueceu de forma evidente a consistência do Império.

A administração pública foi organizada em bases militares. Os africanos foram favorecidos em relação aos italianos e os senadores romanos, privados das províncias, vêem drasticamente reduzida a sua influência política e social. Centralizou o poder em si e no seu conselho, acumulando em determinado momento o título de Dominus, senhor supremo, cargo recusado por Augusto.

O avanço das tribos do Norte na Britânia levam-no a partir para essa província em 208, juntamente com Caracala, onde permanece até à sua morte em 211.

Foi o quinto perseguidor dos cristãos.

Sucedeu-lhe Caracala.

21.8.09

Coliseu de Roma - Il Divo

No Coliseu da Roma Antiga (Coliseu de Roma), dos Imperadores, do "Pão e Circo" (panem et circenses), destino e morte de muitos gladiadores e cristãos (Os Jogos Circenses) uma belíssima interpretação dos "IL Divo" - Amazing Grace. A entrada em cena da gaita de foles está espectacular.




Obrigado amigo João pelo envio do vídeo

28.7.09

Clodius Albinus

CLODIUS ALBINUS
(Decimvs Clodivs Septimivs Albinvs)
Caesar - 195 a 197 d.C.

Clódio Albino


Nascido em Hadrumeto, em África, Decimus Clodius Albinus entrou muito jovem no exército onde realizou uma brilhante carreira militar. Cedo ganhou notoriedade no reinado de Commodus, numa campanha contra os dácios. Pode ter sido governador da Germânia Inferior antes de assumir o governo da Bretanha (Gália), no fim do reinado de Commodus (provavelmente, em 192 d.C.), após a morte de Pertinax.

Quando Septimius Severus foi proclamado imperador, no Verão de 193 d.C., ofereceu a Clodius o título de caesar, o que implicava dividir o poder com ele, a fim de evitar a franca inimizade. Albinus ocupou o consulado com Severus em 194 d.C.; durante esse ano, começou a assumir, mais abertamente, ares de imperador, emitindo mesmo moedas que o proclamavam augustus. Enquanto Severus estava ocupado com Pescennius Niger, no Oriente, Albinus ganhou o controle da Gália, que manteve durante o ano de 195 e parte de 196, quando Severus se voltou então contra ele declarando Clodius Albinus inimigo público do Império.

Embora tendo obtido vários êxitos iniciais, Albinus foi derrotado na batalha decisiva em Lugdunum (Lyon) a 19 de Fevereiro de 197, tendo sido forçado a cometer suicídio. O seu corpo, juntamente com o da sua mulher e seu filho executados pouco depois, foi arrastado pelas ruas de Roma. Diz a lenda que Severus passou, cavalgando, sobre o cadáver do rival.

19.6.09

Pescennius Niger

PESCENNIUS NIGER
(Caivs Pescennivs Niger Ivstvs)
Imperador - 193 a 194 d.C. (foi proclamado imperador por suas tropas)

Pescénio Niger


Italiano de origem equestre, Caius Pescennius Niger Justus nasceu entre os anos 135 a 140 d.C. em Aquino. Granjeou renome militar, no início do reinado de Commudus, numa campanha contra os dácios. No ano 190 alcançou o consulado e em 191 tornou-se governador da Síria, no fim do reinado de Commudus, talvez porque não fosse considerado uma ameaça.

Em maio de 193, foi proclamado imperador por suas tropas em Antióquia, como pretendente rival de Didius Julianus. A base de seu poder ficava nas províncias do Oriente, que tinham Bizância como centro. No Verão de 193, Septimius Severus marchou contra ele, depois que ele foi declarado inimigo público pelo Senado. Pescennius foi derrotado depois de uma campanha de três grandes batalhas: Cízimo, Nicéia e Isso, e que terminou em Abril ou Maio de 194.

Após a última batalha, Pescennius fugiu para Antióquia, onde foi capturado por Anullinus, general de Septimius Severus, Pescennius foi preso nos arredores da cidade, quando tentava fugir. Sua cabeça foi cortada e enviada a Severus, em Bizâncio.

As moedas cunhadas em seu nome foram executadas na cidade de Antióquia.

4.5.09

Didius Julianus

DIDIUS JULIANUS
(Marcvs Didivs Severvs Ivlianvs)
Imperador - 193 d.C.

Dídio Juliano


  Marcus Didius Severus Julianus nasceu em Mediolanum (Milan), no fim do reinado de Hadrianus, filho de Quintus Petronius Didius Severus, uma importante família senatorial. Foi cônsul com Helvius Pertinax em 174 ou 175 d.C., e governou uma série de importantes províncias militares. Foi absolvido da acusação de envolvimento numa conspiração contra Commodus, e no começo da década de 190 governou a África.

  Quando Pertinax foi assassinado (28 de março de 193), Julianus estava a caminho de uma reunião do Senado, foi abordado por dois tribunos da guarda pretoriana, que insistiram com ele para que tomasse o poder e o levaram para o acampamento. Lá encontrou Flavius Sulpicianus, (tinha sido senador, cônsul, governador da Ásia e era sogro de Pertinax, em 197, Septimius Severus mandou matá-lo, sob a acusação de ter sido partidário de Clodius Albinus), que tentava ser proclamado imperador; os dois disputaram então o poder por meio de ofertas de donativos aos guardas. Julianus ganhou a disputa pagando vinte e cinco mil sestércios para cada homem, foi proclamado imperador e prometeu restaurar o bom-nome de Commodus.

  Seu reinado durou apenas sessenta e seis dias.

  Quando Septimius Severus invadiu Roma, Julianus foi forçado a defender a cidade, mas o Senado, instigado por mensagens de Severus, condenou-o à morte depois de depô-lo. Julianus foi assassinado no palácio, em 1 ou 2 de Junho, por um soldado comum. Sua mulher, Manlia Scantilla e sua filha Dídia Clara não sofreram qualquer dano, tendo recebido o corpo decapitado de Didius para o enterro.



Dídia Clara filha de Didius

4.3.09

Pertinax

Pertinax
(Pvblivs Helvivs Pertinax)
Imperador – 193 d.C..

Pertinax



  Publius Helvius Pertinax era filho de um liberto da Ligúria, e foi professor antes de iniciar uma tardia carreira nos serviços imperiais. Quando prefeito de uma coorte na Síria, parece que usou o transporte do governo sem autorização oficial, tendo sido forçado pelo governador a voltar a pé de Antióquia (sul da Turquia) até onde sua tropa estava estacionada.

  Depois de ocupar vários postos militares e administrativos, na década de 160 d.C., foi promovido ao Senado (corpo consultivo formado por ex-magistrados); foi comandante de uma legião, e depois governador da Mésia Superior. Foi cônsul em 174 (ou 175), esteve com Marcus Aurelius no Oriente depois da revolta de Avidius Cassius, e foi nomeado governador da Mésia Inferior, da Dácia (nas margens do Danúbio) e da Síria (para onde foi nomeado antes de 180).

  Por volta de 182, abandonou a vida pública por suas ligações com pretensos conspiradores contra Commodus, mas depois foi nomeado governador da Bretanha (185-187 d.C.).

  No verão de 188 d.C., tornou-se governador da África e voltou para Roma um ano depois, quando foi nomeado prefeito urbano (delegado do imperador). Pode ter-se envolvido com a conspiração contra Commodus, pois imediatamente após o assassinato (31 de dezembro de 192), Pertinax dirigiu-se secretamente ao campo da guarda pretoriana (estacionada em Roma), prometeu uma doação aos soldados e foi proclamado imperador. A proclamação foi aprovada entusiasticamente pelo Senado, e ele promoveu uma série de medidas populares como reacção aos excessos de Commodus. Mas, em 28 de Março de 193, um destacamento da guarda pretoriana iniciou uma nova conspiração, assassinou-o e a cabeça foi empalada num poste.

 Sucedeu-lhe Didius Julianus.