28.3.06

Os Carros Romanos, no Presente e no Futuro...




  Embora possa ser do conhecimento geral não podia deixar de colocar aqui esta curiosidade recebida por mail.

  A bitola dos caminhos-de-ferro (distância entre os 2 trilhos) dos Estados Unidos é de 4 pés e 8,5 polegadas.

  Porque foi usado este número?

  Porque era esta a bitola dos caminhos-de-ferro ingleses e, como os caminhos-de-ferro americanos foram construídos pelos ingleses, esta medida foi a usada.

  Porque é que os ingleses usavam esta medida?

  Porque as empresas inglesas que construíam os vagões eram as mesmas que construíam as carroças antes dos caminhos-de-ferro e utilizaram as mesmas bitolas das carroças.

  Porque era usada a medida (4 pés e 8,5 polegadas) para as carroças?

  Porque a distância entre as rodas das carroças deveria caber nas estradas antigas da Europa que tinham esta medida.

  E por que tinham as estradas esta medida?

  Porque estas estradas foram abertas pelo antigo império romano aquando das suas conquistas, e estas medidas eram baseadas nos carros romanos puxados por 2 cavalos.

  E porque é que as medidas dos carros romanos foram definidas assim?

  Porque foram feitas para acomodar 2 traseiros de cavalo!

Finalmente...

  O vaivém espacial americano, o Space Shuttle, utiliza 2 tanques de combustível (SRB - Solid Rocket Booster) que são fabricados pela Thiokol no Utah.

  Os engenheiros que projectaram estes tanques queriam fazê-lo mais largos, porém, tinham a limitação dos túneis ferroviários por onde eles seriam transportados, que tinham as suas medidas baseadas na bitola da linha, que estava limitada ao tamanho das carroças inglesas que tinham a largura das estradas europeias da época do Império Romano, que tinham a largura do cu de 2 cavalos.

  Conclusão: O exemplo mais avançado da engenharia mundial em design e tecnologia é baseado no tamanho do cu do cavalo romano!!!!...

23.3.06

Lívia - Esposa de Augustus

LIVIA DRUSILLA
55 a.C. / 29 d.C.

Esposa: Tiberius C. Nero; Augustus

Filhos de Tiberius:

Tiberius
Drusus

  Da família Cláudia, Lívia foi adoptada pela família Lívia (gens Lívia). Casada em primeiras núpcias com Tiberius Claudius Nero, com quem teve os filhos Tiberius e Nero Claudius Drusus.

  Chegada a Roma o então cônsul Octavius ficou apaixonada por ela tendo-a obrigado a divorciar-se e a casar-se com ele em 38 a.C.. Lívia foi a sua terceira mulher.

  Exerceu uma grande influência sobre as decisões políticas do imperador e conseguiu que Tiberius, seu filho, fosse nomeado sucessor, tendo-lhe sido atribuída diversas mortes prematuras no seio da família imperial, entre elas as de Cayo e Lúcio, herdeiros designados por Octavius Augustus para sua sucessão.

  Depois da morte do imperador, Lívia teve grande influência nos primeiros anos de reinado do seu filho Tiberius. Com o passar do tempo a sua presença foi pouco a pouco a ser meramente testemunhal.

  Lívia morre em 29 d.C. com a idade de 85 anos.

Altar dos Lares

Altar dos Lares de Augustus. Augustus ao centro, Livia à direita

13.3.06

A Mulher e a Depilação


 Os pêlos, na maioria dos casos, não são atraentes para os homens e as mulheres sabem que uma pele limpa e macia pode ser o suficiente para conquistar as atenções.

 Um problema de todos os dias e de todas as mulheres, que já vem do tempo da antiga Grécia. Em 2000 a.C., as mulheres gregas arrancavam os pêlos com as mãos, ou queimavam-nos com cinzas quentes sobre a pele.

 A dor era tanta que as sacerdotisas dos templos de Creta ingeriam uma bebida forte, que entorpecia o corpo. Uma espécie de anestesia que evitava assim o sofrimento.

 O primeiro instrumento usado na depilação data do tempo da Grécia antiga e chamava-se Estrigil, instrumento adoptado pelas mulheres romanas, que consistia numa varinha de 16 a 30 centímetros de comprimento com a ponta curva.

 As mulheres passavam no corpo uma pasta à base de vegetais, cinzas e a argila, raspando posteriormente a pele com o Estrigil.

 Ao longo dos anos, os pêlos foram sempre considerados algo de supérfluo. E até de repugnante e maléfico, no caso das mulheres muçulmanas, que tinham como hábito rapar o corpo todo.

 Elas usavam um xarope espesso, composto de açúcar e sumo de limão, que, diziam, ajudava a extrair os pêlos.

 Os egípcios foram, por seu turno, os primeiros a utilizar o extracto de sândalo, a argila e a cera de abelhas, ingredientes que dariam origem à depilação com cera tão em voga entre nós.

 É no século XX, porém, que a depilação se torna uma questão de higiene, bom gosto e elegância.

 Nos anos 20 e 30, a depilação era apenas feita nas pernas, enquanto a zona púbica não era delineada, nem tão pouco as axilas.

 No início da segunda metade do século, a depilação das axilas é a grande conquista, generalizando-se a prática da depilação. Apenas as mulheres naturistas mantém tudo... ao natural.

 Finalmente, nas duas últimas décadas, a adesão passa a ser total, sendo a depilação feita nas pernas, axilas, braços e, por vezes, na região púbica.

27.2.06

Bacanais vs Carnaval



Os Romanos criaram a festa que originou o carnaval

 Festas romanas celebradas em honra a Baco. Embora não fossem iguais em todas as regiões, identificavam-se sempre pelo carácter orgíaco e pela presença de mulheres tomadas de delírio.

186 a.C. - O Senado Romano reprime os bacanais, festas em homenagem a Baco, o Dionísio dos Romanos, pois geram desordens e escândalo

 Na Roma antiga as festas mais importantes eram as saturnais e as bacanais, que nos influenciaram.

 A história registra uma série de festas e celebrações de características carnavalescas entre os mais variados povos. Tudo era pretexto para comemorações: a abertura do ano agrícola, a fecundidade, a colheita, os mortos, os deuses. Na Europa, de onde veio grande parte das tradições brasileiras, as festas mais importantes eram as saturnais e as bacanais dos romanos.

 As primeiras comemoravam a entrada da primavera e as outras eram realizadas em honra a Baco, deus do vinho e do delírio místico. Nenhuma dessas festas, porém, tinha ordem cronológica. As datas variavam de região para região.

 Havia dois tipos de bacanais: as festas religiosas celebradas em época certa, em homenagem a Baco, que o mesmo deus celebrava perpetuamente, e as festas ou orgias do culto dionisíaco, famosas na história de Roma, em virtude da proibição com que as suspendeu o Senado, no ano 186, a.C.

 Um minucioso relato do historiador Tito Lívio e o texto do "Senatus Consultus de Bacchanalibus", conservado numa prancha de bronze, permitem conhecer com exactidão a história das bacanais romanas e os motivos que determinam a rigorosa medida do Estado contra eles. Um grego, de baixa condição, espécie de sacerdote e adivinho ambulante, foi quem introduziu na Etrúria as práticas religiosas do culto a Baco, que até então só era conhecido na Magna Grécia. O culto se celebra durante a noite, admitindo-se homens e mulheres indistintamente, e essa promiscuidade, unida ao furor báquico, foi que deu origem a todos os excessos de libertinagem.

 Denuncias caluniosas, testamentos falsos, envenenamento, desaparecimento de homens e mulheres eram sempre o saldo das festas orgíacas. Foi da Etrúria que os mistérios dionisíacos chegaram a Roma, levados pela sacerdotisa Paculla Annia. No princípio, eram festas nocturnas, assistidas apenas por mulheres, Paculla instaurou a promiscuidade, fazendo a festa cinco vezes por mês, na qual homens e mulheres se entregavam a todos os excessos do vinho e do amor, possuídos do furor sagrado de Baco. A orgia era em ambiente privativo dos iniciados, e seus participantes tinham o dever de guardar segredo sobre as práticas a que se entregavam.

 O segredo dos mistérios báquicos durou muito tempo, até ser revelado pela amante do cavaleiro Esbutius, a liberta Hispalia Fescénia, de cujo nome vem a palavra fescenino. Antiga participante do bacanal, Fescénia revelou ao amante, desejoso de iniciar-se também, os mistérios orgíacos. Horrorizado, Esbutius, denunciou tudo ao cônsul Postumius, a quem Fescénia, embora temendo a cólera dos deuses e dos irmãos de seita, contou tudo o que sabia. O lugar da reunião era o bosque sagrado de Simila, perto de Roma. Tito Lívio faz o relatório desse depoimento.

 Os homens, possuídos de delírio, profetizavam, entre fanáticas contorções. As mulheres, vestidas de bacantes, com os cabelos soltos, lançavam tochas ardentes no Tibre. O mais alto grau da perfeição báquica era não considerar nada vedado pela moral. Os tímidos e os envergonhados, que se negavam a acompanhar os demais, eram sacrificados. O número de iniciados era tão considerável, que constituía um segundo povo, figurando entre eles mulheres e homens da mais alta sociedade. Em certa época, os iniciados passaram a exigir a idade mínima de vinte anos para os novos sócios.

 O inquérito feito por Postumius e levado ao Senado romano indicou que passava de sete mil o número de iniciados, sendo a maioria de mulheres. Tomaram-se medidas de grande rigor, diante das investigações que comprovaram a denúncia de Fescénia.

 As bacanais foram proibidas, sob as mais severas penalidades, como atentatórias à segurança do Estado. Figuravam entre as penas cominadas, a pena capital, sendo interditadas as festas não apenas em Roma, mas também em toda a Itália. Todas as províncias foram proibidas de celebrar bacanais. Mas a decisão não era drástica: quem quisesse promover um bacanal, tinha que ir a Roma, fazer uma declaração prévia ao pretor da cidade e aguardar a permissão do Senado, que devia ser dada em sessão com a presença de pelo menos 100 senadores. Além disso, não se permitia mais nenhuma bacanal com mais de cinco pessoas; dois homens e três mulheres.

 Mas apesar de todas essas providências oficiais de repressão, os devotos continuavam celebrando os ritos de Baco em bacanais mais ou menos clandestinas.

 E era tão grande o número de adeptos dessas orgias religiosas, que, no ano de 184 (a.C.), em Tarento, e em 181, na Apúlia, o povo promoveu uma rebelião para restaurar o direito de celebrar as bacanais. Há uma sátira de Varro, segundo a qual as bacanais se faziam em Roma sob disfarçada clandestinidade, enquanto no resto do Império havia uma razoável tolerância. De qualquer forma, nunca deixou de existir a festa pública celebrada todos os anos a 16 de março, chamada Liberalia.

 Liber era também o nome latino de Baco. Por fim, é interessante notar que o nome de bacantes, depois estendidos também aos homens, era inicialmente reservado às mulheres que se entregavam ao culto orgiástico do deus. Além disso, vale a pena lembrar que as bacantes eram senhoras da melhor origem patrícia, escolhidas entre elas as de mais ilibada reputação, pois as práticas da orgia religiosa constituíam não uma imoralidade, mas um acto de comunhão com a divindade.

24.2.06

A Beleza da Mulher Romana

 Quanto mais o Império crescia, mais alto terão as mulheres romanas erguido a cabeça, graças aos extravagantes estilos de penteados que a moda ditava.

 Com o desenvolvimento da sociedade romana os penteados sofreram vários estilos desde a república original até a cabeça da senhora fina do período flaviano (finais do século I d.C.), encimada por um colosso de caracóis, meticulosamente penteados.


 A maquilhagem podia ser igualmente elaborada, com uma base de lanolina, a gordura extraída da lã virgem, por sobre a qual eram cuidadosamente colocadas camadas de vermelho-terra ou esbranquiçado carbonato de chumbo ou cré.

 Antimónio escuro era aplicado como uma máscara em torno dos olhos, e eram usados hematite e outros minerais como enchimento, para proporcionar um brilho multicor.



 A austeridade exigida pela tradição romana fez com que os vestidos tivessem sobrevivido, em especial as graciosas linhas da sua stola (vestido). Mas na beleza das romanas não ficaria bem se não usassem uma grande quantidade de joalharia sumptuosa – diademas, brincos, braceletes, pulseiras de tornozelo (tal como hoje) e anéis –, bem como um pallium (casaco de passeio) colorido. Com um penteado que por si só constituía uma obra de arte, e todo aquele ouro e jóias a mulher romana rica, era uma boa montra da riqueza da família.



«Dicas» de Beleza de Plínio

 Leite de burra faz a pele resplandecer de juventude, notou o historiador (e esteticista amador) Plínio o Velho (há também Plínio o jovem): as mulheres saudáveis devem banhar-se nele «até sete vezes por dia». Tratamento para sinais, incluíam a aplicação de placenta de vaca (ainda quente), ou uma mistura feita de genitais de vitela dissolvida em vinagre com enxofre. A suposta auto-indulgência e narcisismo das mulheres romanas ricas, está ligado, segundo observadores, ao posterior declínio do Império. Mas a realidade é que as mulheres ricas se tinham preocupado em cultivar uma aparência sedutora desde sempre para o melhor e para o pior. Roma foi sempre uma sociedade com uma grande preocupação e estatuto.

21.2.06

O Casamento Romano


  Quem tinha direito ao casamento? Um olhar sobre a sociedade romana – e a documentação jurídica disponível – permitem algumas conclusões:

  - ESCRAVOS: até ao séc. III, estava-lhes proibida a instituição do casamento. Os mais privilegiados (escravos de confiança, que eram administradores dos seus amos ou os escravos do imperador funcionários desse tempo...), tinham, de forma estável, uma CONCUBINA exclusiva.

  - HOMENS LIVRES: constituíam cerca de 5 a 6 milhões na Itália romana e podiam ser fruto:
a) de núpcias legítimas de um cidadão livre com uma cidadã.
b) bastardos nascidos de uma cidadã.
c) escravos libertos.

  Tinham, todos, direito à instituição cívica do casamento.

  Casar, neste período a que nos reportamos, era, em Roma, um acto privado, não sancionado por nenhum poder público. Era um acto NÃO ESCRITO: não há contrato de casamento, mas apenas contrato de dote, quando este existe. Era, também, um ACTO INFORMAL: nenhum gesto simbólico era de rigor, algo similar ao que corresponde actualmente o noivado.

  Sendo um acto não escrito e informal, não deixava, contudo, de ser uma instituição DE FACTO, tendo, por isso, efeitos DE DIREITO:
- As crianças nascidas dessa união eram legítimas; tomam o nome do pai e continuam a linhagem. Por morte do pai, sucedem-lhe na propriedade do património, se ele não as tiver deserdado.

  Resta a pergunta: porque casavam os Romanos?

  Para desposar um dote – era um dos meios legítimos de enriquecer; e para terem descendentes legítimos, que recebessem a herança e perpetuassem o núcleo de cidadãos.

  Os casamentos eram arranjados pelas famílias, tendo principalmente em vista as fortunas das famílias e as ligações de sangue. A noção de amor romântico não era desconhecida, mas não era considerada como base para o casamento. No entanto, a vida conjugal não era propriamente desprovida de satisfação: o amor entre marido e mulher terá crescido gradualmente. «Não imaginas as saudades que tenho de ti», escreveu o historiador Plínio, o Novo, a sua mulher Calpúrnia, em princípios do século II d. C. «Gosto muito de ti, não estamos habituados a estar longe um do outro. Fico acordado a noite a pensar em ti. Só me liberto deste martírio quando estou no tribunal e a consumir-me com os processos judiciais dos meus amigos».

  Quando se considerava que o casamento não era satisfatório podiam eles próprios recorrer aos tribunais: o divórcio era livre – para as mulheres, cada vez mais, bem como para os homens. No entanto, o equilíbrio de poder entre marido e mulher pode não ter sido tão desigual como parece. Consciente do seu valor como mercadoria de troca, a mulher de alto nascimento podia manter a cabeça bem erguida.